| Pesquisador(a) | Pesquisa | Supervisor(a) | Vigência | Resumo | Palavras-chave |
| Adalberto Coutinho de Araújo Junior | Qual Educação para o Proletariado? O debate público sobre o ensino profissionalizante no Brasil no início da República (1889-1909) | Antonio Ribeiro de Almeida Jr. | fev/2024-fev/2025 | Pretende-se, com este projeto, investigar, analisar e elucidar as convergências, contradições e interesses de classe e de frações de classe, bem como as influências políticas e ideológicas contidas nos discursos que compõem o debate público acerca da educação profissionalizante no Brasil. Nosso recorte temporal são as duas primeiras décadas da República no Brasil. Analisaremos o discurso proletário de matriz socialista e os discursos emitidos pela burguesia e os textos legais sobre a questão, até 1909, momento da criação das Escolas de Aprendizes Artífices, núcleo da rede federal de ensino profissionalizante, através de decreto do então vice-presidente em exercício, Nilo Peçanha. | História da Educação; Ensino Profissional; Socialismo; Positivismo; Liberalismo |
| Adriane Monteiro Fontana | Utilização e desafios sobre o uso da inteligência artificial na educação profissionalizante superior: uma análise sob a ótica da psicofísica | Gilson Schwartz | abr/2024-out/2025 | Dentro dos objetivos para o desenvolvimento sustentável relacionados a educação na agenda 2030 da ONU, aliado às metas e indicadores nacionalmente pontuados pelo IPEA as habilidades em tecnologias são fundamentais, corroborado ainda pelo que é exposto como competência necessária aos egressos da educação básica elencada pela Base Nacional Comum Curricular. Além, em 2023 foi instituída a Política Nacional de Educação Digital (PNED), para inserir a educação digital em todos os níveis e modalidades da educação, tratando desde o letramento até o aprendizado de competências digitais. Assim, o recorte da pesquisa será da educação voltada a formação qualificada para o mercado de trabalho, a Educação Profissional e Tecnológica de nível superior, e terá como objetivo às questões envolvendo a percepção de um aprendizado satisfatório com o uso da inteligência artificial em sala de aula. Para tal será necessário conhecer o estudo da arte da inteligência artificial generativa aplicada ao ambiente de sala de aula, além de também entender o conhecimento sobre o uso de tecnologias educacionais desenvolvidas com inteligência artificial generativa para o uso em sala de aula. Após tais estudos, analisar-se-á a percepção de alunos e professores participantes da pesquisa sobre o uso das ferramentas dentro da sala de aula com o uso de métodos psicofísicos | Inteligência Artificial, Psicofísica, Educação Superior |
| Raphael de Jesus Pinto | Educação Física, saberes e os corpos com deficiência: por uma episteme dos afetos | Eucenir Fredini Rocha | mar/2024-mar/2025 | A Educação Física se constitui como campo de conhecimento e investigação científico universitária, assim como, campo profissional na interface entre as ciências da saúde e da educação. O corpo, seja em sua manifestação cinética, em suas propriedades clinico mecânicas, ou enquanto gênese e manifestação histórico-político cultural é o substrato analítico principal de análises e considerações deste campo. A constituição da Educação Física, a produção de conhecimento e toda intervenção inerente a esta área não é divergente do processo de desenvolvimento dos saberes, discursos e poderes orientados na sociedade ocidental contemporânea. Nesta proporção, a produção de conhecimentos acerca de corpo, as práticas de saúde e as ciências pedagógicas, deveras, orientavam saberes e intervenções à ordem clínica disciplinadora e dentro de uma concepção cartesiana de corporeidade, conforme aponta pesquisas de Pinto (2022). Trata-se de uma pesquisa, em essência, de cunho teórico reflexivo a partir das contribuições da filosofia de Espinosa sobre o que é corpo. Com este trabalho almejamos novas possibilidades de compreensão e intervenção em Educação Física voltada para os corpos com deficiência, alçando olhares e perspectivas que transcendem a perspectiva hegemônica relacionado à compreensão cartesiana, iluminista e com expressões capacitistas e medico-clinicas relacionadas aos discursos saberes e imagens de corpo com deficiência e da atuação acadêmico-profissional em Educação Física. | Corpo relacional; Corpo com deficiência; Educação Física Adaptada; Filosofia; Espinosa |
| Rosangela Gomes da Mota de Souza | Curricularização das temáticas de educação ambiental, relações étnico-raciais e direitos humanos na Graduação em Terapia Ocupacional | Eucenir Fredini Rocha | fev2026-jan/2027 | Segundo o Conselho Nacional de Educação a educação para os direitos humanos, a educação das relações étnico-raciais, e a educação ambiental devem ser contempladas de forma transversal nas ações de ensino, pesquisa e extensão dos cursos de graduação das Instituições de Ensino Superior. Embora, identifique-se uma expansão de pesquisas e práticas na área de terapia ocupacional que se articulam com os temas dos direitos humanos, relações étnicoraciais e educação ambiental, a publicação sobre a curricularização destes conteúdos obrigatórios é escassa. Objetivo geral desta pesquisa é compreender como tem se dado a formação de terapeutas ocupacionais em relação às temáticas dos direitos humanos, das relações étnico-raciais e da educação ambiental. Os objetivos específicos são: a) Mapear e analisar a literatura científica sobre o ensino na formação graduada em terapia ocupacional no Brasil dos conteúdos das temáticas de educação em direitos humanos, educação das relações étnico-raciais e educação ambiental; b) Analisar nos Planos de Desenvolvimento Institucionais (PDI) e nos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) das IES o desenvolvimento dos conteúdos das temáticas de educação em direitos humanos, educação das relações étnico-raciais e educação ambiental; c) Compreender as percepções de terapeutas ocupacionais (profissionais, docentes e estudantes) sobre a aprendizagem e o ensino da educação em direitos humanos, educação das relações étnico-raciais e educação ambiental. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa do tipo exploratório e descritiva, que será conduzida por meio de uma revisão sistemática do tipo Revisão de Escopo, pesquisa documental e entrevistas qualitativas do tipo história oral. A análise e interpretação dos dados, resultante tanto da Revisão de Escopo, da Pesquisa Documental e das entrevistas qualitativas, serão analisados segundo a análise de conteúdo temática. |
Terapia Ocupacional. Educação. Currículo. Direitos humanos. Relações étnico-raciais. Educação Ambiental |
| Sérgio José Custódio | Inovações institucionais e enforcement na consolidação do deslocamento do padrão histórico dominante no século XX das relações raciais no acesso à universidade do Brasil em função da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012): da identidade nacional imaginada para uma identidade nacional real | Sérgio Bairon | mar/2023-jun/2024 | A mudança significativa em política pública informada pela Lei de Cotas (Lei nº 12.711/12), seja no decorrer de seu longo processo político no parlamento brasileiro, seja como consequência direta dessa lei nacional, levou ao problema da necessidade institucional de assegurar o cumprimento da lei. O enforcement é o problema abordado neste projeto de pesquisa, a fim de identificar em que medida esse enforcement garante a plenitude da Lei de Cotas, em que medida ela sustenta a mudança do padrão das relações raciais para o acesso à universidade no Brasil. O projeto de pesquisa examina se a nação se reinventa mais próxima de um Brasil real e mais distante de um Brasil de metáforas. A metodologia estuda um conjunto restrito de casos institucionais, complementares e multiniveis, no sistema educacional brasileiro. Busca uma avaliação, uma resposta. A hipótese é que essas experiências institucionais revelam um dinamismo inovador nas políticas públicas dando lugar ao novo status quo das universidades brasileiras, ao fortalecimento da democracia no Brasil, sem ignorar os riscos de retrocessos. |
Brasil; Lei de Cotas; relações raciais; enforcement; nação |
| Sônia Regina Schena Bertol | Diáspora também na divulgação científica: health literacy para a saúde mental de refugiados | Ricardo Alexino Ferreira | mar/2022-set/2024 | A proposta temática do presente estudo pretende deter-se, num primeiro momento, numa revisão de literatura sobre Divulgação científica, Comunicação da saúde, Health literacy e Saúde mental, bem como dos projetos e programas dos quais trabalhar-se-á com suas populações e a contextualização de institutos e/ou agências de divulgação científica; em seguida, do procedimento analítico denominado Análise de enquadramento, partindo, em seguida, para a utilização dos mesmos na averiguação de materiais recortados desses mesmos institutos e agências de divulgação científica, que contenham conteúdos relacionados à saúde mental. O esforço investigativo dirigir-se-á, portanto, para a análise de matérias representadas em um corpus extraído do Instituto questão de ciência, da Agência USP e do Center for Communication Programs, sob determinado recorte temporal que contempla um conjunto de mensagens. Para tanto, serão percorridas algumas etapas, como a análise de enquadramento do corpus selecionado, através de protocolos e instrumentos construídos com esta finalidade. |
Divulgação científica; Refugiados; Saúde mental |







