A Coleção Ciência Ativista, de autoria de Sérgio Bairon, reúne, em três volumes, uma reflexão inovadora sobre a produção do conhecimento e os caminhos para uma universidade aberta aos diferentes territórios, saberes e experiências.
A trilogia é composta por:
Livro 1 — Ciência Ativista: A Teoria Encarnada
Livro 2 — Ciência Ativista: Expansão do Território do Conhecimento
Livro 3 — Ciência Ativista: Epistemologias das Confluências
A obra propõe uma universidade que aprende com os mais diversos territórios, reconhecendo a potência de conhecimentos produzidos para além dos espaços acadêmicos tradicionais.
Ao longo dos três volumes, textos e vídeos se articulam por meio de QR Codes, possibilitando ao leitor acessar, nas redes sociais, registros de inúmeras experiências realizadas no centro de São Paulo, em terreiros afro-brasileiros e em aldeias indígenas. Essas experiências constituem parte fundamental da reflexão proposta pela coleção e convidam a repensar as formas de produção, circulação e compartilhamento do conhecimento.
Mais do que uma coleção de livros, Ciência Ativista apresenta uma experiência de diálogo entre universidade, território, cultura e diferentes formas de saber, propondo novas possibilidades para pensar a universidade do século XXI.
Os livros da Coleção Ciência Ativista podem ser adquiridos no seguinte endereço:
https://benfeitoria.com/
Resumo:
O que acontece quando a universidade deixa seus muros, desloca suas aulas para um teatro no centro de São Paulo, estabelece diálogo com comunidades em situação de vulnerabilidade e transforma uma aldeia indígena em território de produção acadêmica? Para a trilogia Ciência Ativista, a resposta está na construção de uma universidade mais porosa, participativa e comprometida com a vida concreta.
Organizada em três volumes — Ciência Ativista: A Teoria Encarnada, Ciência Ativista: Expansão do Território do Conhecimento e Ciência Ativista: Epistemologias das Confluências —, a coleção apresenta experiências pedagógicas e de pesquisa desenvolvidas em diálogo com movimentos sociais, coletivos culturais, lideranças indígenas e comunidades tradicionais. Mais do que propor um novo método, o conteúdo dos livros defende uma mudança na maneira de compreender o papel social e epistemológico da universidade.
A proposta parte de uma pergunta fundamental: para quem e com quem o conhecimento é produzido? Em lugar de tratar comunidades como objetos de estudo, a Ciência Ativista propõe relações de coprodução, nas quais pesquisadores, estudantes e parceiros da sociedade civil constroem conjuntamente problemas, linguagens e resultados. O conhecimento deixa de ser concebido como algo que a universidade simplesmente transmite e passa a ser entendido como uma prática situada, relacional e capaz de intervir nas realidades sociais.
“Todos precisamos aprender com todos.”
A frase, que abre o primeiro volume, sintetiza o horizonte da coleção. A Ciência Ativista é apresentada como uma postura ética e política associada à pesquisa ativista, à ciência cidadã, à extensão popular, à sociologia pública, à educação dialógica e às perspectivas anticoloniais. Seu compromisso não é abandonar o rigor acadêmico, mas ampliar os critérios de relevância e reconhecer que existem outras formas legítimas de produzir, organizar e transmitir conhecimentos.







