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Irritabilidade e sensibilidade: Fisiologia e Filosofia de Albrecht Haller

Autor: 
Marisa Russo
Ano: 
2002
Resumo / Abstract: 

Em que medida os conceitos de "irritabilidade" e "sensibilidade", propostos por Albrecht Haller (1752) contribuíram para um nova concepção das estruturas nervosas no interior dos discursos médico e filosófico do século XVIII? Ao final do século XVII, o fracasso das teorias mecanicistas aplicadas ao estudo do ser vivo se tornava cada vez mais evidente, principalmente no que diz respeito às explicações fisiológicas e patológicas das estruturas nervosas e musculares. Por outro lado, as discussões filosóficas do século XVIII relativas ao conhecimento humano e aos limites de nossa experiência sensível exigiam cada vez mais um estudo aprofundado sobre a fisiologia dos sentidos e a sensibilidade. Neste contexto, a teoria da irritabilidade e sensibilidade de Haller se apresenta como uma possibilidade de repensar a fisiologia das estruturas nervosas para além das explicações mecanicistas e animistas já conhecidas no século XVIII ao mesmo tempo em que se apresenta como uma possibilidade de repensar certos problemas filosóficos ligados às sensações, discutidos neste mesmo período. Sendo assim, uma resposta parcial e preliminar a esta questão pode ser elaborada, primeiramente através de uma análise das condições de possibilidade e necessidade epistemológicas destes conceitos no estudo do ser vivo. Em seguida, faremos uma análise das consequências da teoria de Haller no interior das discussões científicas e filosóficas do iluminismo.

 


 

Área do Conhecimento: 
Filosofia


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